Tuesday, September 4, 2007

começa mais um ano

estamos de volta à ladeira. que é como quem diz: eu e a Nia estamos de volta, a Rita chega amanha, pra semana chega a nossa ex-nova-moradora( já explico) Cláudia e quanto à Andreia...bem, ninguém sabe bem quando ela volta, mas há-de voltar...
chegamos entre ontem e anteontem, de um verão curto que soube a pouco. depois de um sudoeste brutal, e muito verdinho e de tres semanas em viseu com a nia, bem, o dever chama... encontramos a casa em estado de sitio; desde camadonas de pó, a um laguinho de uma substância não-identificada castanha e nhanhosa debaixo do frigorífico, a dois metros de pilha de roupa para lavar, a cotão aos molhos, enfim, quase nem reconheci a casa. entretanto, está um calor insuportavel e abafado, o que quer dizer que temos que ter as persianas fechadinhas e as janelinhas também, para a casa não se transformar numa estufa doméstica para plantas de legalidade duvidosa...
a nia anda a estudar, já que tem exames de setembro, e eu vim praqui para uma reuniao do NEBIOQ e para saber se me deixam repetir o ano, mas isto é um assunto extremamente triste (quase tanto quanto eu, por isso já vêem) e vamos então passar a outro assunto.
a rita chega amanhã mais o "homem da casa", de seu nome massena como de certeza estão lembrados, e vem juntar-se ao pelotão de limpeza-da-casa-por-uma-vida-melhor-e-livre-de-germes :D
a nossa joanita já não é, felizmente para ela e infelizmente para nós, uma ladeirense; dia dez estará de abalada para a enormissima e bela cidade de berlim, onde vai passar um ano em erasmus. GO JOANA! APROVEITA! eu por cá, fico-me a morrer de inveja...e de saudades.
aqui deixo o link do blog que ela fez para nos dar noticias da sua experiÊncia alemã: www.janeinberlin.blogspot.com .
em relação á cláudia: a cláudia já cá morou, antes de mim e da nia e da jane, com a rita. no entanto teve que se ausentar e agora está de volta a ladeira!
mais coisas que vos possa dizer... 'xa cá ver...
nada. pois. para já a vida ainda nao animou, mas espero que a partir de amanha já hajam mais vozes nesta casa=)
paz*

Thursday, June 28, 2007

lembram-se do jantar do dia dos encalhados?

lembram?
entao aqui vao uns miminhos que foram muito recentemente desenterrados da maquina do sior eduardo, q pelos vistos os queria manter em segredo....












eduardo lennon


nia joplin

o duo da lambidela
de notar como cantámos encarniçadamente, :D

beijoca

Friday, June 8, 2007

crrr

odeio quando me sinto panhonha!! (by nia)

acerca do sindrome de calimero



descobrimos hoje, quando em animada tertulia com a nia e o amigo hugo (novo habitué da ladeira) que o nosso gato sofre de síndrome de calimero, que por acaso é uma neo-doença de que os portuguesinhos sofrem desalmadamente. e de que consta o sindrome de calimero?
"aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii q'eu tou tao mal, que injusticia, deixem-me viver, ai ai, sou um pobre pintainho, tadicho d mim, a culpa nao eh minha, bla bla...". e o matini anda assim. o raio do gato, chato como a potassa,nao se cala; planta-se em frente a porta da entrada ("a espera do principe encantado" digo eu, "a querer ir as gatas", diz o resto do pessoal), em sentido e chora, chora "reminhaaaaaaaaaaaauuuuuuuuuuuuuuu, reminhaaaaaaauuuuuuu, alreminhauzer, crrrrminhauuuuuuu, cruuuuu", e espeta as unhacas na porta, e arranha e arranha, e reminhau mais um bocado e tal e basicamente, irrita-nos.
era so isto... pra dar andaméinto ao bulogue (hibrido entre blog e buldogue que é perfeitamente legítimo dado que o nosso blogue baba-e e ladra intensamente yay!) e pra nos queixarmos do gato...
VIVA A BROA OSMOTICA e os cerebros a incharem e a ficarem gelados quando o pessoal consulta apontamentos!!

Sunday, April 8, 2007

_Cauma lá _ exclamou o Génio_ Estji conheço eu! Andou comigo no cursinho dxi lavores e bordaduis! Fujam fujam, sinão elhi vai-vuis obrigarr a ouvirr a história dxi como perrdeu a gata delhi numa noitxi dxi luarr _(quando o génio ficava nervoso falava com sotaque…)_ E izto não é nada purqui se elhi saka da guitarra estamuis feitos, meus amiguis aquilo ali é chumbo grosso _(linguado arregala os olhos ao ouvir a palavra grosso e caga para o resto do discurso)_djiguvuis eu!!! Morremuis toduis mais rápido do que se txivermuis metxido o didiz num frasco dji clorofórmio vixe maria!!! Fujamuis sorrateiramentxi que elhi nem dá por nois.
Mas tarde de mais, ele já se tinha apercebido da presença deles e dirigia-se num passo entorpecido, que eles conheciam bem, à poça de mijo que tinha sido derramada não por eles mas pelo medo.
_”Hey”_ disse o gato.
_”Hei”_ disse Dunga, sem se aperceber da terrível gaffe que oralmente cometia.
Gafe esta que tinha passado despercebida, não fosse uma moça de cabelos louros -serpenteantes com a brisa repleta de cheiros a incenso e outras substâncias voláteis de diversas proveniências - ter reparado e se ter chegado ao círculo que estranhamente se tinha formado como se de um ritual se tratasse.
_Mas será possível? _ indaga a moça, que se veio mais tarde (a partir de estudos epidemiológicos) a saber - como vamos descortinar daqui a nada - ser Rapunzel,que se tinha dedicado ao voluntariado já que o príncipe cada vez menos a visitava pois tinha sido uma fashion-victim dos cabelos curtos, novas tendências impostas por universos sordidamente capitalistas…avante camarada, avante tralalalalalalala_ que vocês não saibam ter um discurso coerente e sem erros “oraláficos”? Bem, isto era só a minha deixa para pegar no gato (fera ferida, triste tigresse) e leva-lo ao veterinário pois desconfia-se de uma intoxicação por cogumelos laminados (os piores) e devo pô-lo imediatamente em quarentena, o tempo urge amigos!!!_ o gato aproxima-se dela a correr (estranhamente a olhar para a zona peital desta princesa) com o pêlo a ondular ao vento, deixando para trás o triste cavalo que nesta altura estava deitado de lado não conseguindo pastar e estando portanto condenado a perecer de morte lenta e dolorosa… relinchando amargamente :
_ A puta do gato é mesmo esquecido… e depois de tantas noites escaldantes que tivemos juntos! Ele cavalgou-me como ninguém!
Os nossos valentes abandonaram então a cena do crime para não morrerem de depressão (embora Dunga gritasse, puxando pela manga do Génio “Ele é tão fofinho, podemos ficar com ele?!”, sendo obviamente ignorado).
_ Quem era esta bacana? _ perguntou o Génio, visivelmente incomodado com a choradeira da gatesse e com a impertinência da cabeludinha.
_ aiva, ena-casa pra vou._ respondeu Dunga, provando uma remela, decerto para lhe determinar a acidez, a casta e o ano de colheita.
_O quê?! _ exclamou o Génio, atónito_ A Rapunzel?! A famosa cabeleireira conhecidíssima por ter executado o penteado da Senhora do Panike que entra na telenovela da Estrelinha?
_ Não. _ diz uma voz vinda do chão, seguida por uma luz vermelha brilhante_ esta moça era apenas um produto da propaganda comunista que vos andam a meter pelos ouvidos adentro! Eu acho que vocês têm é que se filiar na JS, porque sem Santo Sócrates, nunca serão totalmente felizes!
_ O quê?! _ exclamou o Génio, atarantado, enquanto se deixava cair prostrado numa almofada de ar _ Estás a dizer que comida húmida é melhor que comida seca? Zero, que revelação bombástica é esta que atiras assim de chofre nas nossas vidas, nas nossas almas?
Zero retorquiu, enquanto era banhado por uma intensa luz dourada (cortesia de Deus, encomendada pela Pigzor).
_ Não se preocupem, amigos. Eu levo-os às donzelas sortidas da Cuétara. Elas são minhas amigas, minhas confidentes e ainda minhas empregadas domésticas.
_ O quê? O que é que é grosso e onde é que está? _ Linguado havia acordado para a vida e, como sempre, entrava a meio de uma conversa sem perceber um corno.


Vamos agora fazer um parêntesis de cariz filosófico-cognitivo, de modo a perceber se têm estado a ler com atenção. Quer-se dizer, se o atrasado do Dunga não se tivesse armada em super-homem português do sopeiral e atirado o pobre Zero ao rio, nada disto teria acontecido e os nossos heróis não teriam andado a perder o seu rico tempinho com estas trapalhadas, tendo já ajudado as donzelas sortidas da Cuétara e voltado para a frente dos seus computadores com uma cervejita ao lado e um pires de tremoços! Ou seja, há alguém neste elenco que atrasou tudo , mas a culpa, obviamente, não é dele mas do sistema. Adiante.

Seguem Zero num trote mais uma vez estranho enquanto Dunga murmurava qualquer coisa como “-aiva, -ena”
Chegam então a um edifício impune de tijolos vermelhos a cru com relva a sair por entre as frestas dos tijolos, com uma tabuleta de madeira “numero sete segundo” que era trespassada pelo instrumento de empalamento do tucano que tinha nele o tucano de brinde. Depois de soltar esta pobre criatura, sob a promessa de nunca mais andar sem um GPS, os nosso heróis dirigem-se à porta azul enferrujada com o coração a bater mais depressa a cada passo que davam dada à música que provinha do tal de número sete: “A minha palmeira é muito porreira eu sei, mas no meu deserto tu foste o oásis que achei....”. Avançavam a tremer em cima das pernas/barbatanas/apêndice semi-transparente não por estarem excitados, nervosos ou expectantes (porque tinham-se esquecido de tudo tal era o poder hipnótico da musica) mas porque precisavam cada um de sua dose de cafeína dada a exaustividade do dia.
Batem à porta e apercebem-se que não havia lá dentro concerto nenhum, mas sim três princesas a limpar o chão com uma aparelhagem no máximo. Com o baque, os heróis lembram-se do objectivo que lá os levou e perguntam por onde se dirigem para ir à chaminé. Estas três princesas, excitadíssimas com tremendo disparate, saem precipitadamente de casa, fechando-se na rua sem chave. É então que ,“des-chavadas”, eles reparam nelas; eram três e andavam aos pares o que vinha muito a calhar já que eles eram também três (excluindo o Zero que estava agora a galar uma pastora alemã que estava no quintal da vizinha). Uma era cigana, outra taliban e outra… bem acho que vão perceber o que era quando vos contar o comentário de um trolha do outro lado da rua “AH CANININHA!”. Ambas as três choravam desalmadamente e até já punham a hipótese de construir uma fisga para mandar a “caninhinha” pela janela a abrir a porta, se bem que tal não seria necessário pois o génio nasalante atravessava paredes. Mas não, nem sequer isto era necessário, a porta abre-se, aparece à porta uma matrona imponente de cabelo encuspinhado que fazia lembrar a Alice do País das maravilhas

embora tivesse rugas e saltos altos, e profere numa voz cavernosa e sotaque de Braga:
_Têm que ter mais cuidado!! Já vos disse que a música de manhã (16:50) ainda mais José Cid é um pouco inconveniente…
_Desculpa Alice_ disseram as três em coro, e logo começaram a produzir uma reunião da “tupperware” na mesa da cozinha com os garbosos mancebos, até sentirem que a vizinha de baixo, a Rainha de Copas, estava a espumar da boca e a falar hebraico… E como é que perceberam isto, perguntam vocês? Porque ouviram o marido ( o Rei de Copas, obviamente) a cantarolar “Qui tau nóis doiss numa banhêra dxi-xpumaaaa”.
Nisto, estavam todos os nossos heróis, heroínas e vítimas em amena cavaqueira, e eis se não quando entra o Zero pela cozinha adentro, destroçado, recalcado, traumatizado, repisado e ainda um pouco cuspido…
_ Que se passa, amigo?_ pergunta a princesa Esmeralda. _ Não me digas que tornaste a ler uma crónica do Ricardo Araújo Pereira a achincalhar o nosso Primeiro-ministro?
_ Não me digas _ tentou a princesa Jasmin

_ que tornaste a ver na televisão as crises do petróleo?
_ Calem-se! _ atalhou a princesa Polegarzinha.
_ Deixem o moço, quer dizer, o Zero contar o que se passou.
_ Ora, _ começou Zero, por entre soluços e fungadelas que ameaçavam nunca mais acabar não fosse alguém ter a brilhante ideia de lhe passar uma caixa de Kleenexes providencialmente colocados ali à mão _ não é que a pastora alemã era Nazi e tinha uma tatuagem nas costas com a cruz suástica? E mais, aquele pêlo todo não era demonstração de beleza canina mas um indício duma disfunção hormonal traduzida por um aumento exponencial dos níveis de testosterona!
_ Ohhhhh …. _ fizeram todos os presentes em coro (coro bonito esse para o qual tiveram que treinar duas semanas sob a direcção do maestro António Vitorino de Almeida.).

_ E mais! _ continuou o pobre _ Ela metia o cajado no rabo das ovelhas!
Enjoados com esta história, os nossos heróis resolvem que está na hora de olhar para a tal chaminé e dar corda aos sapatos, que está tudo a ficar muito estranho por aqueles lados e ainda por cima vai dar o Inter de Milão - Manchester United na TVI.
_ Chaminé? Foda-se! _revolta-se uma das princesas, para o caso tanto faz. _ A chaminé entupiu com o Pai Natal, mas entretanto liofilizámo-lo e está tudo resolvido, não precisamos de vocês.


Fiquem atentos pra o Capítulo III !

Friday, April 6, 2007

A berdadeira da história- Capítulo I

Era uma vez (e todas as historias começam com era uma vez na América. Não em Greenville (aldeia de todos os sonhos, pesadelos e gases intestinais) não!! Redville! Porque gostamos mais de Ice Tea Red. Haviam bosques de Camel, pomares de Doritos e rios de guacamole nessa linda localidade. Certo dia, bonito e solarengo, estava Linguado a nadar no rio de guacamole e a sonhar que sobrevoava a savana africana quando, sem mais nem menos, lhe aparece uma criatura que lhe ladra, e logo este peixe estúpido faz amizade com ele, pensando vir a ter benefícios tendo um amigo que se podia afastar do rio de guacamole. Mas Zero (a criatura que ladrava) tinha outros planos; pretendia comê-lo assado na brasa com batatinha loira (farto já da batatinha com o atunzinho da Xica-guarda-chuva).
Assim, começou imediatamente a pescá-lo mas, no instante em que o anzol se aproximou da boca de peixe de Linguado, aparece uma mão azul vinda do além (ahhhh! luz intensa que fere a vista) e agarrufanha o peixolas desgraçado. Intrigado, Zero indaga:
_ Woof, woof woof? _ que quer dizer “quem és tu?” em linguagem canina.
_ Eu sou o génio da lâmpada! _ diz a criatura azul, com sotaque brasileiro, no entanto um pouco nasalado. _ E você nunca teve amigo assim!
Ah! Todos queremos ser amigos do Zero nesta história, até os que não sabem (ignaros!) mas irão ser por ele dilacerados no decorrer desta trama.
Nesse preciso instante, vindo não se sabe de onde, aparece Dunga cantando:
_ Eu vou, eu vou, pra casa agora eu vou! _ que, em linguagem dungal, se assemelha bastante a qualquer coisa acabada em “aiva”. Dunga tropeça no cão e deita-o por terra, ou melhor, por rio de guacamole, sendo o pobre posteriormente arrastado pela corrente e algumas réstias de cebola e indo aparecer mais tarde nesta história…
Dunga repara que o génio com sotaque brazuca não lhe é estranho, já que andaram juntos no rancho folclórico de Oliveira de Azeméis
e começa com este uma acesa conversa enquanto Linguado faz bolhinhas por entre o guacamole.
É então que o Dunga diz “eu vou, eu vou” ao Génio que responde, “enrola tu, que eu pus creme hidratante das bãos.”
Nisto aparece um pássaro azul

com um computador preso a uma asa que grita/chilreia: “socorro!!!”- e começam a ouvir-se uns acordes de piano, tocados por um homem de óculos escuros e de pijama, com extrema e perturbadora parecença com o José Cid, que serve de fundo ao resto do discurso do pássaro _ Estão numa cabanaaaa junto à praiaaaaa… três lindíssimas donzelas empobrecidas que precisam urgentemente de um limpa-chaminés!!! _ Os três logo se aprontaram a ir salvá-las desta terrível fatalidade principalmente depois de saberem que uma era cigana, outra microscópica e outra taliban..
Foram então os três valorosos paneleiros, ahhhhham, cavaleiros, guiados pelo pássaro azul que vieram a saber mais tarde chamar-se Zazoo e ser moçambicano, em busca da aventura.
Lá se dirigem então os altristes bitchos, ao seu fado; o Dunga, coitado, com um saco de plástico cheio de guacamole onde Linguado vai a chacoalhar intensamente, o Génio (o azul brazuca) vai flutuando atrás do africano passaroco… De repente deparam-se com um precipício, o que os fez pensar que o pássaro era um pouco desorientado, esquizofrénico ou ainda burro como a tucana que o pôs. Determinados a descobrir a verdade (e o resultado do Benfica - Porto) ligam para o 118 para saber se há alguma colectividade de princesas registada com tais características; tendo-lhes sido confirmado dirigem-se para a morada indicada pela monótona voz do outro lado da linha.. o tucano azul neste momento encontrava-se já empalado suavemente, pronto a ser assado pelo Génio, que estava a morrer de fome.
Pedem-lhe muitas desculpas (ao Zazoo) e mandam-no tipo flecha à vidinha dele, ou então para o infinito ou mais além.
Dirigem-se então para a morada indicada pelo Sr.118, agora na certeza que o pássaro era só despistado e não esquizofrénico. O Génio ia comendo um pacote de Cheerios do Dunga, dizendo a cada um que tirava que nunca tal tinha provado!
Posto isto, deparam-se com um caminho sinuoso por entre lindas cascatas de Coca-Cola e perigosas poças de pasta de frutos secos nas quais qualquer peixe teme entrar! Linguado tem um flash-back e vê-se a ser cobiçado por uma cozinheira corpulenta para o amanhar e pôr no forno numa dessas enjoativas pastas, quando é chamado à realidade por Dunga, que bate com ele num pedregulho de calcite.
_ Diz lá, o que é que foi? _ pergunta a peixesse, ainda meia atordoada pelo choque e pela lembrança do bojo da tal cozinheira.
_Eu vou, casa pra –aiva_ responde Dunga, enquanto se diverte a transformar remelas em bolinhas com propriedades aerodinâmicas que desafiam as leis da física.
_O que Dunga, o que estás a dizer? Que me amas muito e me queres dar um beijinho?_ profere Linguado numa voz rouca e sexy, enquanto bate as pestanas.
Iam Dunga e Linguado entretidos num intrincado jogo de sedução, quando o Génio estaca, arregala os olhos e aponta um tremelicante dedo azul semi-transparente.
_É aqui… chegámos. Os outros dois olham em frente, e sentem os seus corações a darem um triplo mortal encarpado. No seu campo de visão erguia-se uma cabana de madeira com um telhado de palha e um placard com a seguinte inscrição em néon:
“Casa de divertimento nocturno/bordel. Venham conhecer as nossas moto-ratas peludas à transmontana!”.
Cheios de fé que haviam encontrado o tugúrio que almejavam descortinar, os três moca-teiros irrompem pela porta mas tudo estava a ser muito fácil… mal tentam pôr um pé dentro da cabana, logo lhes aparece um mulherão encorpado,
de saiotes e farfalhuda bigodaça, que põe a mão na anca, escacha o pernão e lhes diz:
_ Olhem lá! Isto são horas? Já vos mandei chamar há umas boas duas horas , a torneira não pára de verter, tenho duas moças empatadas de cu para o ar a limpar a água para ver se ela não chega cá abaixo ao tapete de tigresse e elas com tantas coisas para fazer que não incluem panos absorventes, pelo menos de início! Anda uma ‘soa a pagar os impostos para dar consigo duas horas até lhe chegar um canalizador, que pelos vistos tirou uma sardinha duma sanita qualquer, e o seu pano absorvente voador!
Horrorizados com esta imagem, os moçoilos põem-se a fugir, na certeza de não terem ido ter ao sítio certo. Voltam então a ligar para o 118 e do outro lado responde-lhes desta vez o verdadeiro Sr.118

, pedindo muitas desculpas e explicando que o filho, nas horas vagas, por não ter amigos e cheirar mal da boca, gostava de trocar as voltas ao mundo, querendo com isto causar o crash total do planeta e tal e coiso.
Depois de 30000 “sim, sim, sim’s” por parte do Dunga que maldizia a hora em que se tinha oferecido para ligar do seu telemóvel, este murmura ao ouvido do Génio qualquer coisa acabada em “aiva”, ao que este último lhe responde qualquer coisa acabada em “ena”, abrem-se as trevas, faz-se luz e um desvio e lá vão eles ter com um amigo (cujo nome não deve ser pronunciado) arranjar “ena”, agora para seguirem para o correctíssimo sítio onde as donzelas sortidas os esperavam!
Cansados, suados, javardos e malcheirosos, os três matulões lançam-se ao caminho que, após a “aiva/ena” se lhes afigurava como um lindo prado esverdejante, pejado de flores e florzinhas, passarinhos, borboletas (entre inúmeros outros especímenes que fariam as delícias de qualquer entomólogo) e ainda alpandoras saltitantes que soltavam risinhos histéricos, por entre os acordes de uma qualquer música da Cibelle ,


que cantarolava debaixo de um chaparro com um cachimbo pendurado no canto da boca. Encantados com este mundo maravilhoso, nem reparam que, montado num cavalo de madeira, estava um gato com as calças ao fundo do rabo, que executava golpes de kung-fu enquanto chorava baba e ranho “reminhauzer, reminhauzer … tenho saudades da minha gata, reminhauzer…”

... continua no capítulo II

Friday, March 30, 2007

se não fosse isto seria outra coisa qualquer

Pois é depois de um puré dos infernos nada melhor do que postar sobre a noite conimbricense... este post vem na sequência da noite de ontem (polo II- convivio de engenharia civil) na ausência de musica "dançavel" durante grande parte da noite decidi fazer uma análise de tudo o que me rodeava. o resultado apresenta-se sob a forma de tópicos.


os tópicos não vêm por ordem alfabética dadas as circunstâncias "reflectivo-convalescentes" em que me encontro numa manhã de sexta-feira algo nublada mas ainda ameaçadoramente luminosa.


festas- há-as de todos os tipos para todos os gostos até a todas as horas, basta conhecer as pessoas certas e ter tempo, dinheiro e fígado... o espírito, se não houver arranja-se sob a pena de se ter cada vez menos fígado. (falando em fígado, posso agora ter uma noção da localização anatómica exacta do meu já que pragueja intensamente neste preciso momento...)

cerveja- aka finos,bebida de eleição em todas estas festas, as vezes até te esqueces porque tens uma na mão mas simplesmente tem-la.. fresquinha sabe mesmo bem, aliás a unica bebida alcoólica que quando bebida com moderação hidrata (moderação será talvez uma daquelas palavras que não entram neste post mais que uma vez), diurética aos molhos.

há ainda a acrescentar que se deve ter cuidado com o adiantado da hora a ir pedir finos ja que quem os tira não muito raramente também gosta de os beber e pode então faze-lo cada vez pior a medida que a noite passa, aconselho a fazer olhos de bambi e cantar "que tal nós dois, numa banheira de espuma" pode ser que tenham tanta sorte como eu e vos seja dado um baileys pela performance... e ainda levem o vosso desditoso fino.


interrompo este post para um aparte discritivo-cómico: a joana e o seu cabelo "pseudoencuspinhado" entrou-me pelo quarto numa revolta só, talvez falando em hebraico em 30% do discurso e no restante "mas tu não me acordaste são três- - horas e eu tinha uma consulta para ir..." isto só é explicado pelo transe pos acordar da joana já que eu sou um lucy called crónico. (para perceber a private joke ver delírio em las vegas)



nota:três mais um são dois num dicionário recentemente consultado, porque não 1+1+1 senhor texto editores universal?


(diurese é a minha proxima ponte)


XIXIS- a cerveja dá portanto vontades,xixi é uma delas, e xixi é complicado porque a menos que tenhas uma cápsula onde meter uma "toitoi", uma nuvem mágica que faça o barulhinho da do songoku ou estejas realmente com sorte e alguem acredite que a tua barriga de cerveja é de facto uma laurinha a crescer dentro de ti e tenham a boa vontade de te deixar passar à frente o xixi pode tornar-se um verdadeiro massacre.
Venho por este meio também agradecer a quem inventou a capa do traje e a quem a empresta, a toda a gente que a segura, aos senhores da toga que as vendem, e as pessoas que as concebem... para que nós as meninas com xixi tenham o prazer- sim porque quem diz que foder é bom é porque nunca mijou com vontade- de nos aliviarmos escondidas por elas...

bem, tenho que subdividir este magnifico tema por varios posts porque a inês ameaçou fazer uma greve de xixi enquanto se instalou no meu sofá até eu acabar o post...