Friday, April 6, 2007

A berdadeira da história- Capítulo I

Era uma vez (e todas as historias começam com era uma vez na América. Não em Greenville (aldeia de todos os sonhos, pesadelos e gases intestinais) não!! Redville! Porque gostamos mais de Ice Tea Red. Haviam bosques de Camel, pomares de Doritos e rios de guacamole nessa linda localidade. Certo dia, bonito e solarengo, estava Linguado a nadar no rio de guacamole e a sonhar que sobrevoava a savana africana quando, sem mais nem menos, lhe aparece uma criatura que lhe ladra, e logo este peixe estúpido faz amizade com ele, pensando vir a ter benefícios tendo um amigo que se podia afastar do rio de guacamole. Mas Zero (a criatura que ladrava) tinha outros planos; pretendia comê-lo assado na brasa com batatinha loira (farto já da batatinha com o atunzinho da Xica-guarda-chuva).
Assim, começou imediatamente a pescá-lo mas, no instante em que o anzol se aproximou da boca de peixe de Linguado, aparece uma mão azul vinda do além (ahhhh! luz intensa que fere a vista) e agarrufanha o peixolas desgraçado. Intrigado, Zero indaga:
_ Woof, woof woof? _ que quer dizer “quem és tu?” em linguagem canina.
_ Eu sou o génio da lâmpada! _ diz a criatura azul, com sotaque brasileiro, no entanto um pouco nasalado. _ E você nunca teve amigo assim!
Ah! Todos queremos ser amigos do Zero nesta história, até os que não sabem (ignaros!) mas irão ser por ele dilacerados no decorrer desta trama.
Nesse preciso instante, vindo não se sabe de onde, aparece Dunga cantando:
_ Eu vou, eu vou, pra casa agora eu vou! _ que, em linguagem dungal, se assemelha bastante a qualquer coisa acabada em “aiva”. Dunga tropeça no cão e deita-o por terra, ou melhor, por rio de guacamole, sendo o pobre posteriormente arrastado pela corrente e algumas réstias de cebola e indo aparecer mais tarde nesta história…
Dunga repara que o génio com sotaque brazuca não lhe é estranho, já que andaram juntos no rancho folclórico de Oliveira de Azeméis
e começa com este uma acesa conversa enquanto Linguado faz bolhinhas por entre o guacamole.
É então que o Dunga diz “eu vou, eu vou” ao Génio que responde, “enrola tu, que eu pus creme hidratante das bãos.”
Nisto aparece um pássaro azul

com um computador preso a uma asa que grita/chilreia: “socorro!!!”- e começam a ouvir-se uns acordes de piano, tocados por um homem de óculos escuros e de pijama, com extrema e perturbadora parecença com o José Cid, que serve de fundo ao resto do discurso do pássaro _ Estão numa cabanaaaa junto à praiaaaaa… três lindíssimas donzelas empobrecidas que precisam urgentemente de um limpa-chaminés!!! _ Os três logo se aprontaram a ir salvá-las desta terrível fatalidade principalmente depois de saberem que uma era cigana, outra microscópica e outra taliban..
Foram então os três valorosos paneleiros, ahhhhham, cavaleiros, guiados pelo pássaro azul que vieram a saber mais tarde chamar-se Zazoo e ser moçambicano, em busca da aventura.
Lá se dirigem então os altristes bitchos, ao seu fado; o Dunga, coitado, com um saco de plástico cheio de guacamole onde Linguado vai a chacoalhar intensamente, o Génio (o azul brazuca) vai flutuando atrás do africano passaroco… De repente deparam-se com um precipício, o que os fez pensar que o pássaro era um pouco desorientado, esquizofrénico ou ainda burro como a tucana que o pôs. Determinados a descobrir a verdade (e o resultado do Benfica - Porto) ligam para o 118 para saber se há alguma colectividade de princesas registada com tais características; tendo-lhes sido confirmado dirigem-se para a morada indicada pela monótona voz do outro lado da linha.. o tucano azul neste momento encontrava-se já empalado suavemente, pronto a ser assado pelo Génio, que estava a morrer de fome.
Pedem-lhe muitas desculpas (ao Zazoo) e mandam-no tipo flecha à vidinha dele, ou então para o infinito ou mais além.
Dirigem-se então para a morada indicada pelo Sr.118, agora na certeza que o pássaro era só despistado e não esquizofrénico. O Génio ia comendo um pacote de Cheerios do Dunga, dizendo a cada um que tirava que nunca tal tinha provado!
Posto isto, deparam-se com um caminho sinuoso por entre lindas cascatas de Coca-Cola e perigosas poças de pasta de frutos secos nas quais qualquer peixe teme entrar! Linguado tem um flash-back e vê-se a ser cobiçado por uma cozinheira corpulenta para o amanhar e pôr no forno numa dessas enjoativas pastas, quando é chamado à realidade por Dunga, que bate com ele num pedregulho de calcite.
_ Diz lá, o que é que foi? _ pergunta a peixesse, ainda meia atordoada pelo choque e pela lembrança do bojo da tal cozinheira.
_Eu vou, casa pra –aiva_ responde Dunga, enquanto se diverte a transformar remelas em bolinhas com propriedades aerodinâmicas que desafiam as leis da física.
_O que Dunga, o que estás a dizer? Que me amas muito e me queres dar um beijinho?_ profere Linguado numa voz rouca e sexy, enquanto bate as pestanas.
Iam Dunga e Linguado entretidos num intrincado jogo de sedução, quando o Génio estaca, arregala os olhos e aponta um tremelicante dedo azul semi-transparente.
_É aqui… chegámos. Os outros dois olham em frente, e sentem os seus corações a darem um triplo mortal encarpado. No seu campo de visão erguia-se uma cabana de madeira com um telhado de palha e um placard com a seguinte inscrição em néon:
“Casa de divertimento nocturno/bordel. Venham conhecer as nossas moto-ratas peludas à transmontana!”.
Cheios de fé que haviam encontrado o tugúrio que almejavam descortinar, os três moca-teiros irrompem pela porta mas tudo estava a ser muito fácil… mal tentam pôr um pé dentro da cabana, logo lhes aparece um mulherão encorpado,
de saiotes e farfalhuda bigodaça, que põe a mão na anca, escacha o pernão e lhes diz:
_ Olhem lá! Isto são horas? Já vos mandei chamar há umas boas duas horas , a torneira não pára de verter, tenho duas moças empatadas de cu para o ar a limpar a água para ver se ela não chega cá abaixo ao tapete de tigresse e elas com tantas coisas para fazer que não incluem panos absorventes, pelo menos de início! Anda uma ‘soa a pagar os impostos para dar consigo duas horas até lhe chegar um canalizador, que pelos vistos tirou uma sardinha duma sanita qualquer, e o seu pano absorvente voador!
Horrorizados com esta imagem, os moçoilos põem-se a fugir, na certeza de não terem ido ter ao sítio certo. Voltam então a ligar para o 118 e do outro lado responde-lhes desta vez o verdadeiro Sr.118

, pedindo muitas desculpas e explicando que o filho, nas horas vagas, por não ter amigos e cheirar mal da boca, gostava de trocar as voltas ao mundo, querendo com isto causar o crash total do planeta e tal e coiso.
Depois de 30000 “sim, sim, sim’s” por parte do Dunga que maldizia a hora em que se tinha oferecido para ligar do seu telemóvel, este murmura ao ouvido do Génio qualquer coisa acabada em “aiva”, ao que este último lhe responde qualquer coisa acabada em “ena”, abrem-se as trevas, faz-se luz e um desvio e lá vão eles ter com um amigo (cujo nome não deve ser pronunciado) arranjar “ena”, agora para seguirem para o correctíssimo sítio onde as donzelas sortidas os esperavam!
Cansados, suados, javardos e malcheirosos, os três matulões lançam-se ao caminho que, após a “aiva/ena” se lhes afigurava como um lindo prado esverdejante, pejado de flores e florzinhas, passarinhos, borboletas (entre inúmeros outros especímenes que fariam as delícias de qualquer entomólogo) e ainda alpandoras saltitantes que soltavam risinhos histéricos, por entre os acordes de uma qualquer música da Cibelle ,


que cantarolava debaixo de um chaparro com um cachimbo pendurado no canto da boca. Encantados com este mundo maravilhoso, nem reparam que, montado num cavalo de madeira, estava um gato com as calças ao fundo do rabo, que executava golpes de kung-fu enquanto chorava baba e ranho “reminhauzer, reminhauzer … tenho saudades da minha gata, reminhauzer…”

... continua no capítulo II

7 comments:

Eduardo Barroco de Melo said...

O Zero é, de longa, a personagem masculina mais fixe :)

Eduardo Barroco de Melo said...

*de longe

Anonymous said...

looool.. é mesmo a berdadeira da historia

Anonymous said...

quersediser...as coisas que ela escreve...E depois sou eu que acho que ela está enganada na vocação e, quiçá, no curso. Vou-me divertindo....

Anonymous said...

andaste a fazer experiencias malucas no laboratorio, fez pum e saiu um einstein literário???*

Anonymous said...

mais ou menos... que eh voce senhora tita?

Nelson said...

ladeira do seminario?
se sim, cumprimentos do nr3
lol